Apelos à inter e transdisciplinaridade nos estudos do imaginário pautaram conferências plenárias do II Congresso do CRI2i em Porto Alegre

As conferências plenárias do II Congresso Internacional do CRI2i (Porto Alegre, 2015) se pautaram pela interdisciplinaridade característica das pesquisas sobre o imaginário. A abertura foi da antrópologa Danielle Perin Rocha Pitta (UFPE, Recife), que falou sobre a atualidade da teoria durandiana frente à diversidade cultural brasileira. A seguir, o escritor, professor de literatura comparada, doutor em Letras e em Filosofia Corin Braga (Universidade de Babes Bolyai, Romênia) apresentou seus conceitos de arquetipocrítica, mitocrítica e psicocrítica, operatórios nos estudos literários do imaginário. Finalizando a sessão plenária do dia 29 de outubro, a pesquisadora de Comunicação Malena Contrera (UNIP, São Paulo) discorreu sobre o estatuto da imagem simbólica na contemporaneidade, considerando o contexto da sociedade mediática e o apagamento das vivências corporais concretas.

As conferências plenárias do segundo dia tiveram início com a educadora Maria Cecília Sanchez Teixeira (USP, São Paulo) que abordou a contribuição da obra durandiana para a Educação na construção de uma pedagogia do imaginário. Em seguida, a filósofa Francimar Arruda apresentou sua reflexão sobre a necessária aproximação entre as imagens produzidas pelo trabalho endógeno que o sujeito faz visando a transcendência do peso da existência com as imagens produzidas por um outro consumidas por não, sem nenhum trabalho, nos isolando e nos jogando na solidão. Finalizando as plenárias da manhã do dia 30 de outubro, Ana Taís Martins Portanova Barros (UFRGS, Porto Alegre) postulou em sua conferência a necessidade de uma metodologia iniciática para a realização dos estudos do imaginário.

Todas as fotos do congresso publicadas nesse site e abaixo são assinadas por Rennan Mager.

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