Força transdisciplinar dos estudos do imaginário foi marca do GT Temas Transversais

Cláudio Carle, debatedor da segunda sessão do grupo de trabalho apresenta “O Quilombo do Paredão pela atmosfera do Imaginário”. Foto: Rennan Mager

Por Renata Lohmann

Pela sua grande diversidade de temas, o II Congresso do CRI2i realizou duas sessões de apresentação do GT Temas Transversais B. Nos dias 29 e

30 de outubro de 2015, em Porto Alegre, o grupo de trabalho favoreceu as discussões de diversas áreas do conhecimento primando pela transdisciplinaridade própria dos estudos do imaginário. Nos dois dias de debates, as grandes temáticas envolveram a metodologia, o corpo e a educação.

Ana de Deus e Roseléia Schneider trabalharam com linguagem cinematográfica na ação educativa, enquanto Andressa Talma apresentou pesquisa em conjunto com Waldeir Pereira sobre a construção da identidade étnico-racial de professoras negras. Genis Schmaltz Neto apresentou pesquisa sobre o imaginário a partir da perspectiva ecológica da linguagem. Narrativas de identidade foram apresentadas por Willian Máximo, apresentando o caso da grande enchente de Tubarão de 1974. As narrativas também foram tema de Silvia da Silva e Cainã Mello, a partir dos recortes poéticos das narrativas de quintais em Paquetá. O imaginário como metodologia foi abordado por Luciana Lindner e Aline Magno, que discutiram a pesquisa autoscópica na educação e o sistema IDA na criação artística.

O segundo dia de debates foi aberto por Marília Godoy e Alzira Campos, que apresentaram sua pesquisa sobre a renovação da casa de Reza em aldeias Guarani Mbya. Cláudio Carle, debatedor da sessão do GT, apresentou as características fundamentais da instalação do Quilombo do Paredão, no Rio Grande do Sul. O estudo do corpo pelo viés da Ecolinguística foi abordado por Zilda Pinheiro, enquanto o corpo biográfico abordado como memória decorrente do trajeto formativo foi apresentado por Andrisa Zanella e Lúcia Peres, encerrando os debates do grupo de trabalho.

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