Pluralidade de estudos sobre imaginário e linguagens no II Congresso do CRI2i

Participantes do GT4 acompanham apresentação de Ana Laudelina Ferreira Gomes. Foto: Rennan Mager.

Por Danilo Fantinel

O II Congresso do CRI2i, realizado em Porto Alegre, nos dias 29 e 30 de outubro de 2015, teve duas sessões de trabalho do GT Imaginário e Linguagens. O GT fez convergir pesquisadores cuja multiplicidade teórica estimulou diálogos críticos e livres.

A mitocrítica sobre discursos científicos foi tema do trabalho de Samuel de Sousa Silva, enquanto a religação epistemológica dos saberes ganhou destaque na apresentação de Ana Laudelina Ferreira Gomes. Danilo Fantinel observou movimentações simbólicas dimensionadas por cinema e rock’n’roll, já Márcio Soares dos Santos e Adriana Pierre Coca se mantiveram atentos aos sentidos movidos por vinhetas de telenovela.

As interações simbólicas entre imaginário e as artes visuais ou dramáticas também instigaram os participantes. Enquanto Naiara Gomes de Oliveira abordou o diálogo entre arte, design e a obra do profeta Gentileza, Eduardo Romero Lopes Barbosa resgatou os mitos do corpo na performance. Franciele Machado de Aguiar, por outro lado, desvendou os trajetos estabelecidos entre o trabalho do ator e as mitopoéticas instauradas no jogo cênico.

O momento de maior concentração temática se deu na última sessão, quando quatro trabalhos sobre literatura promoveram um adensamento teórico efetivo. Maria Auxiliadora Fontana Baseio comentou sobre as perspectivas interdisciplinares relativas ao imaginário e à literatura. Já três pesquisadoras propuseram estudos focados em escritores e suas respectivas obras: Luiza Liene Bressan se dedicou a Manoel de Barros, Renata Lisbôa articulou relações entre o mesmo autor, Gaston Bachelard e a psicanálise de Donald Winnicott, enquanto Luara Pinto Minuzzi revelou simbolismos em Mia Couto.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 × 1 =