Pesquisadores refletem acerca das relações entre imaginário e cotidiano no II Congresso do CRI2i

Valéria da Silva apresenta o trabalho "Paisagens sensíveis e flutuantes: o imaginário da cidade na era da imaginação".

Por Francisco Santos

Como parte da programação do II Congresso Internacional do CRI2i, o Grupo de Trabalho 2 – Imaginário e Cotidiano abrigou, nos dias 29 e 30 de outubro de 2015, reflexões acerca das diferentes formas de socialidade permeadas pela imagem e pelo imaginário. Com pesquisadores de diversos estados do Brasil e das mais variadas áreas do conhecimento, o GT buscou discutir o imaginário na cotidianidade das diversas ambiências contemporâneas.

Na tarde do dia 29 de outubro,foram apresentados sete trabalhos. O primeiro, de Gustavo de Castro e Victor Stoimenoff, da UnB, intitulado “Imaginário pós-romântico entre travestis”, fez uma reflexão a respeito do imaginário de uma comunidade de travestis e sua relação com o amor romântico. Alex Damasceno, da UFRGS, trouxe a discussão a respeito da profusão de imagens e a sociabilidade na web, com o trabalho “A imaginação técnica e dialógica na sociabilidade dos videochats randômicos”. A seguir foi o momento de Jonara Eckhardt e Leonardo Charréu, da UFSM, apresentar “Ambientes, dissensos e fricções docentes nas artes visuais: Vivendo e experimentando na casa de Bachelard”, trabalho que discute a experiência docente em Artes Visuais e o imaginário que a rodeia. Valéria da Silva, docente da UFG, apresentou o trabalho “Paisagens sensíveis e flutuantes: o imaginário da cidade na era da imaginação”, uma discussão a respeito do imaginário que tange a urbanidade. Rosane Nitschke, docente da UFSC, trouxe uma reflexão sobre imaginário e saúde, intitulada “Imaginário, Cotidiano e Saúde nas diversas ambiências contemporâneas”. A seguir, também seguindo temática associada à saúde, o docente da UFScar, Adilson Marques, apresentou o trabalho “Saúde integral e imaginário: uma proposta de tecnologia social e comunitária”. Lisandro Moura, da UFPel, encerrou as atividades do dia com uma reflexão acerca das atividades docentes e sua relação com o cotidiano, com o título “O imaginário nas narrativas visuais do cotidiano: contribuições para a retomada de uma educação reencantada”.

A manhã do dia 30 de outubro começou com o trabalho “Imaginários da cultura brasileira: a educação e a ancestralidade nas rodas de capoeira Angola”, de Angelita Hentges, da UFPel, que relacionou imaginário, educação e a cultura das rodas de capoeira. Em seguida, José Celorio e Lúcia Peres, também da UFPel, trouxeram uma reflexão sobre a atividade dos educadores, com o título “As faces de Saturno: Imaginário, melancolia e mal-estar na escola”. Logo após, Fabio Cardias Gomes, docente da UFMA, trouxe um estudo a respeito do imaginário do sebastianismo, intitulado “Pescadores em busca do seu Touro: regência, sabência e sofrência no imaginário da Ilha dos Lençóis – MA”. Encerrando a manhã e o Grupo de Trabalhos, as docentes da UFPel, Lúcia Peres e Valeka Fortes de Oliveira, apresentaram um relato da interação de seus grupos de pesquisa e suas experiências de ensino, com título “Transitando entre a antropologia do imaginário e o imaginário social: trajetos de dois grupos e de duas pesquisadoras que buscam o sentido existencial para seus ofícios”.

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