O imaginário na mídia debatido no II Congresso do CRI2i

Leidiane Jorge, da Universidade do Sul de Santa Catarina, mostrou as consequências no imaginário social das representações estereotipadas sobre os nativos indígenas Xokleng no jornalismo regional. Foto: Rennan Mager

Por Anelise Angeli De Carli

Durante o II Congresso Internacional do CRI2i, a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS recebeu doze discussões sobre a mídia a partir da perspectiva do imaginário.

As mais diversas manifestações midiáticas foram debatidas, desde aspectos da estratégia comunicacional de empresas, como peças publicitárias tradicionais, até representações discursivas no jornalismo e nas organizações. A apropriação da perspectiva do imaginário revelou-se diversa e frutífera nas suas combinações com outras teorias que descrevem as práticas comunicacionais.

Foram apresentados estudos de caso sobre os recursos imagéticos da publicidade, como num cartaz da Primeira Guerra Mundial, nas representações reiteradas dos ataques de 11 de Setembro no imaginário midiático e as representações jornalísticas sobre os nativos do interior de Santa Catarina e suas consequências no imaginário social. Estiveram em pauta também, através de um olhar mitocrítico, temas como campanha da “real beleza”, promovida por produtos de higiene e cosméticos femininos; a dinâmica discursiva e temporal dos slogans televisivos da publicidade; e a prática contemporânea da selfie. Além disso, dois trabalhos que problematizam a representação de práticas de fé na mídia e a adesão das instituições religiosas à lógica midiática.

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